Tecendo a Trama

Espaço pra contar histórias e dividir impressões sobre o lido, assistido, inventado, experienciado, cantado ou ouvido. Tecendo a trama do cotidiano.

Filme – Bohemian Rhapsody

Por Ana Lucia Gondim Bastos

Daqueles filmes que você já vai sabendo que vai ter que se segurar para não cantar alto a trilha sonora ou dançar na cadeira do cinema. Daqueles filmes que você já vai sabendo, se idade tiver para isso, que irá se arrepender amargamente por não ter ido assistir ao Rock in Rio de 1985. Daqueles filmes, enfim, que você já vai sabendo que vai sair cantando no final. Este é o caso do recém lançado Bohemian Rhapsody (Bryan Singer, 2018), contando com Rami Malek no papel de Freddie Mercury. E tudo o que você já foi sabendo, acontece, inevitavelmente. O que, diga-se de passagem, já vale a ida ao cinema! Contudo, tem uma parte que não dá muito para ir sabendo, até pela discrição de Freddie em relação à sua vida particular. Freddie Mercury é o nome artístico de Farrokh Bulsara, nasceu  em Zanzibar, em 1946, e aos oito anos, foi enviado para estudar na St. Peter Boarding School, uma escola para meninos na cidade indiana de Bombaim, na Índia, momento em que começou a estudar piano. O filme, no entanto, começa com Farrokh já morando de volta com a família em Londres, onde cursou desenho. Nas festas da universidade acaba por se juntar ao estudante de astrofísica, Brian May, e de odontologia , Roger Taylor numa banda que ganhou projeção internacional como Queen. Foi através dela, que o garoto, considerado estranho e dentuço, e que adorava roupas extravagantes, pôde soltar a voz e virar o performer que levantava multidões, pôde ser Freddie Mercury. E essa trajetória é muito bonita e inspiradora. Trajetória que conta com a relação de respeito, admiração mútua e muitos embates com a banda, a qual, posteriormente, contou com o baixista Jonh Deacon. Trajetória que contou, também, com a relação extremamente amorosa e de confiança com primeira namorada e esposa, contou com a relação de continência e, ao mesmo tempo, de sentimento de inadequação no que diz respeito à família e, finalmente, com a relação de muito cuidado e carinho, com o companheiro que assumiu até o fim da vida. Relações que permitiram Freddie não esquecer Farrokh e nem vice versa. O menino inseguro e tímido que foi Farrokh estava dentro do auto confiante Freddie e, é claro, vice versa (pois Freddie não saira do nada). A potência do encontro humano naquele percurso revelado, nos contando, talvez o que estivesse por trás de passagens de Bohemian Rhapsody, como :

Open your eyes
Look up to the skies and see
I’m just a poor boy
I need no sympathy
Because I’m easy come, easy go
Little high, little low
Anyway the wind blows
Doesn’t really matter to me
To me
 I’ve got to go
Gotta leave you all behind
And face the truth
Mama!
(Anyway the wind blows)
I don’t wanna die
I sometimes wish I’d never been born at all

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Abra seus olhos
Olhe para os céus e veja
Sou apenas um pobre garoto
Eu não preciso de compaixão
Porque eu fácil venho, fácil vou
Um pouco forte, um pouco fraco
Não importa para onde o vento sopre
Realmente não importa para mim
Para mim
Eu tenho que ir
Tenho que deixar todos vocês para trás
E encarar a verdade
Mamãe! Ooh!
(De qualquer forma o vento sopra)
Eu não quero morrer
Às vezes eu queria nunca ter nascido!

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Publicado em 20 de novembro de 2018 por .

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